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questões cinematográficas

  • Pierre Perrault – Ao mundo que virá

    Pierre Perrault – Ao mundo que virá

    Visto com quase 50 anos de atraso, Para que o mundo prossiga (Pour la suite du monde), primeiro filme do ciclo da Île-aux-Coudres, dirigido por Pierre Perrault e Michel Brault, preserva intacto seu poder de revelação. E acredito que, se tivesse sido mais visto no Brasil a partir de 1963, quando foi concluído, teria permitido entendermos melhor as variantes do cinema documentário que surgiram a partir de Primárias, de Robert Drew, em 1960, e Crônica de um verão, de Jean Rouch e Edgar Morin, em 1961, no qual Brault também colaborou como um dos quatro câmeras. — Leia o post completo.


  • Uma longa viagem – uma irmã e dois irmãos, todos libertários

    Uma longa viagem – uma irmã e dois irmãos, todos libertários

    Realizados ao longo de cerca de 20 anos, um elo forte une Que bom te ver viva, Quase dois irmãos e Uma longa viagem – a experiência de vida da roteirista e diretora Lucia Murat. Baseados na sua própria dor, os três filmes têm a virtude incomum no cinema brasileiro de expressarem sentimentos autênticos, destituídos de gratuidade. — Leia o post completo.


  • Jafar Panahi – como está ele?

    Jafar Panahi – como está ele?

    Tudo que se move numa tela é cinema.

    Essa é a primeira frase da autobiografia de Jean Renoir, Ma vie et mes films [Minha vida e meus filmes], publicada em 1974, sem edição brasileira.

    Aceitando o critério de Renoir, seria difícil entender o título do filme de Jafar Panahi. Por que Isto não é um filme, produzido por 3200 euros, não seria um filme sendo feito de imagens em movimento projetadas numa tela?

     — Leia o post completo.


  • Eduardo Coutinho – ontem no MIS

    Eduardo Coutinho – ontem no MIS

    No depoimento dado ontem no Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, além do habitual retrospecto biográfico, Eduardo Coutinho contou o impacto que sentiu ao voltar para o Nordeste, nos anos de 1970, trabalhando para o Globo Repórter, e começou a conversar com as pessoas. Sentiu “que era um prazer enorme falar da fome”. Teria percebido, nesse momento, “que devia ter feito documentários desde criança”. Descoberta tardia, feita depois de cerca de quinze anos de carreira, iniciada com o registro documental da UNE volante, em 1962, mas de resto dedicada à ficção. — Leia o post completo.


  • Comentários sobre o cinema – 2

    Ao completar 250 posts publicados neste blog desde 2009, peço a indulgência de eventuais leitores para mais alguns excertos de Clément Rosset incluídos em Propos sur le cinéma [Comentários sobre o cinema], sem edição em português. Tentarei retomar questões cinematográficas mais candentes a partir do próximo post. — Leia o post completo.


  • Comentários sobre o cinema

    Comentários sobre o cinema

    Editado no final de 2011, o pequeno volume Propos sur le cinéma [Comentários sobre o cinema], sem edição em português, reúne textos de Clément Rosset.

    Rosset é filósofo, foi professor na faculdade de Letras e Ciências Humanas de Nice, e entre inúmeros livros escreveu L’École du Réel [A Escola do real], reeditado em 2008, de interesse especial para quem lida com cinema documentário. Na edição de 1976, o primeiro capítulo, O real e seu duplo ( publicado também em separado e editado, no Brasil, pela José Olympio, em 2008), tem Ensaio sobre a ilusão por subtítulo, e traz como epígrafe citação de E.A.Poe: “Quero falar da mania dele de negar o que é, e de explicar o que não é.” — Leia o post completo.


  • Werner Herzog de novo – prolífico e vigoroso

    Werner Herzog de novo – prolífico e vigoroso

    Além de ser um dos cineastas contemporâneos mais prolíficos, tendo dirigido 57 filmes em cerca de 40 anos de carreira, os 5 mais recentes entre 2010 e 2012, Werner Herzog é dos raros realizadores em atividade que mantém a cada novo projeto o interesse e vigor característicos da sua obra desde Fata Morgana e Aguirre, A cólera dos deuses, realizados no início da década de 1970. — Leia o post completo.


  • ½ Revolução – documentário político em questão

    ½ Revolução – documentário político em questão

    O título é incongruente – pode haver meia revolução? E o documentário em si, dirigido por Omar Shargawi e Karim El Hakim, revela uma suposição infundada – a crença de que manifestações de rua podem fazer uma revolução.

    Produzido pelo Danish Film Institute, ½ Revolução foi exibido na recém-encerrada mostra competitiva internacional do Festival É Tudo Verdade. Narrado em forma de diário, acompanha um grupo de amigos durante 11 dias, do momento em que começam as manifestações de rua contra o regime repressor do presidente do Egito, Hosni Mubarak, à frente do governo há 30 anos, até os militares assumirem o poder. — Leia o post completo.


  • Maratona Di Tella

    Maratona Di Tella

    Como acontece todo ano, a retrospectiva internacional, dedicada este ano a Andrés Di Tella, é uma das melhores atrações do Festival É Tudo Verdade.

    No próximo domingo (1/4), uma maratona de onze horas, marcada para começar às 10:30 e terminar por volta de 21:30, oferecerá aos participantes cinco filmes de Di Tella, seguidos de um debate com o diretor, mediado por Amir Labaki, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio. — Leia o post completo.


  • Chaplin e Camões na chuva

    Chaplin e Camões na chuva

    Meia hora de chuva moderada foi suficiente para alagar a rua Luís de Camões, no centro do Rio. Para ir a pé até lá, saindo da Rua da Assembléia, foi preciso atravessar a avenida Rio Branco, seguir pela rua da Carioca, dobrar na Ramalho Ortigão, contornar a igreja São Francisco de Paula, passar em frente ao Real Gabinete Português de Leitura, cruzar a avenida Passos e chegar ao nº 68, sede do Centro Municipal de Arte Helio Oiticica, instalado em um edifício neoclássico, onde foi aberta em 6 de março a exposição Chaplin e sua imagem. — Leia o post completo.




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